Mostrando postagens com marcador Elaine Almeida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Elaine Almeida. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cinéfilos

Este documentário foi totalmente produzido pelos estudantes do 5° Período de Comunicação Social da UNIPLI, também responsáveis por este blog.
Um documentário sobre cineclube, cinema e o amor pelos filmes.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

The Edukators

The Edukators – O filme pega linha adolescentes mais uma vez para discutir ideais políticos. Três amigos inseparáveis, Jan, Peter e Jule, onde os rapazes dividem o mesmo apartamento e também uma militância política bastante original; acreditando que o principal e indispensável é assumir uma posição para mudar o mundo.

Os adolescentes fazem suas próprias regras e clandestinamente protestos isolados, pois entram em mansões vazias e mudam e espalham os pertences ali presentes. Com parte do objetivo cumprido, outra parte seria levada em conta, como as mensagens de alerta/ protesto deixados no local “Seus dias de abundancia estão contados” e “você tem mais dinheiro do que deveria ter”.

A invasão como protesto acaba tomando proporção de um protesto intimidador, ou seja, uma forma de atingir o sentimento de segurança do “burguês”. A ideia central do filme traz a indagação do que nossa geração fez ou ainda pode fazer para mudar o mundo. O filme tenta transparecer que ainda há idealismo entre uma geração e que apesar da idéia capitalista esmagar uma grande maioria, há aqueles que agem para mudar. E que o conflito de gerações propõe a questão se “o tempo esfria os anseios revolucionários?” Os conflitos guiados dentro do filme sugerem que os jovens de classe média tenham muito a fazer para mudar o mundo.


Elaine Almeida

terça-feira, 26 de maio de 2009

Os Sonhadores


Os sonhadores - O filme de Bertolucci é uma representação e também reflexão em um mundo adolescente misturado com ares de criança. Os irmãos Isabelle e Theo se encontram sozinhos em Paris em um período em que seus pais saem de férias e convidam um jovem americano, Matthew, para fazer-lhes companhia. Dentro do apartamento, os jovens criam suas próprias regras e desfrutam/ e as obedecem entre si. Fora do núcleo em que as regras seguem os ideais dos adolescentes, segue o cenário da política francesa de 1968, quando muitos outros jovens faziam seus ideais virarem protestos nas ruas de Paris com a Revolução Estudantil.

De volta ao mundo fechado, entre paredes, os três jovens se testam para ver o quanto cada um pode suportar as regras estabelecidas por eles próprios. Das regras o que chama atenção é o tema central “o próprio cinema”; os jovens fazem encenações e a regra do jogo era descobrir “qual é o filme?”. E também a paixão humana, discussões intelectuais e a política faziam parte das adivinhações do jogo, onde as regras deixam-os viver diferentes emoções e deixa o pensamento sexual tomar conta e passa por cima da criança que cada um ainda tem. O que parece um tipo de pornografia juvenil indica a descoberta, a reflexão, a idéia de regras, coloca o conhecimento e experiência lado a lado; a idéia de mostrar os desejos e aspirações humanas mistura (também) paixão pelo ideal político, pelos filmes (cinema) e a paixão que provém da sexualidade.

A maneira chocante com que Bertolucci aborda o conhecimento das novas experiências e também a convivência dos irmãos deixa claro a idéia de metades complementares de Isabelle e Theo.

De um modo geral, o filme traz não só a Revolução Estudantil, retrospectiva de filmes clássicos, pornografia sem sentido e sim os desejos da alma rebuscados com um toque especial que o cinema traz.

Elaine Almeida

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A história do cinema até os cineclubes




O cinema conhecido como 7ª Arte nasceu de várias inovações que estão entre o domínio fotográfico e o uso da persistência da visão, quando usa da síntese do movimento. Os irmãos Lumière fizeram a apresentação pública do projeto (cinematógrafo) e fariam nascer a indústria multibilionária. As projeções feitas sem áudio e algumas vezes com som ao vivo, textos representando um diálogo entre as cenas, prendiam a atenção do público que conhecia a nova técnica, seria o cinema mudo.

O ilusionista francês, George Méliès, começou a exibir filmes em 1896, gravados através da filmadora que ganhara naquele mesmo ano. Ele foi o pioneiro em alguns efeitos especiais. No filme “Viagem à Lua” de 14 minutos, ele tratou do assunto de alienígenas. Até então Itália e França tinham o cinema mais popular e poderoso do mundo; quando a 1ª Guerra Mundial veio à tona a Europa perdeu esse título e Hollywood destacou-se fazendo e importando filmes. Os filmes vinham sendo aprimorados e usando da criatividade (do som, por exemplo, fez nascer novos gêneros no cinema, ou seja, os musicais e algumas comédias – “Comédias Musicais”).


Nos anos 40, época em que ocorria a 2ª Guerra Mundial – Inglaterra e EUA produziram filmes com o apelo patriota, dentre os filmes que marcaram época está o “Casablanca” de 1942



O cinema busca a perfeição, originalidade, ou seja, uma réplica da realidade, ou ainda uma ficção elaborada com muitos efeitos. Nesse contexto elabora-se a cena (tempo e espaço que desenrola uma parte do filme); Enquadramento (ação de selecionar determinada parte do cenário); Fotograma (imagens fotográficas estáticas); Fusão (passagem gradativa, com sobreposição de imagem para outra); Plano (intervalo que há entre dois cortes); Tomada (captura feita de uma determinada parte do filme); e ainda uma história fundada, relacionada com algum fato histórico, do dia a dia, científico, ou ainda fatos inventados (ficção). Essas ligações das cenas e representações despertam a curiosidade daqueles que observam as projeções exibidas no cinema; propiciando debates/ discussões sobre as coisas que cada cena representa. Isso leva os admiradores a debater com conhecimento e poder crítico sobre assuntos que compartilhem a mesma idéia.

Já o cineclube busca a interação entre amigos e interessados pelo cinema, com determinados gostos históricos, efeitos, cenário entre várias coisas que podem ser analisados a cada filme, a cada sessão. A facilidade que a era digital oferece possibilita reproduções em diversos lugares, com diferentes grupos, reunindo pessoas com gostos diferenciados, substituindo os projetores tradicionais e usando de um meio alternativo. Os grupos que freqüentam os cineclubes aumentam cada vez mais e atraem um mercado audiovisual carente de apoio para exibições e que tem apoio do observatório de favelas, priorizando o cinema experimental e vídeo arte. Os cineclubes são multiplicadores de público (onde se encontram formadores de opinião e guardiões de uma certa diversidade cultural) e ainda difusores de ideais de obras que nem sempre chegam ao público. Hoje a Ancine dispõe de um modelo de formulário para o registro do cineclube no site, o que garante a exibição de filmes nos lugares escolhidos por seus idealizadores.

 
Blogger design by suckmylolly.com